Blog de ZéSarmento


 

PROSIA XVIII

A vida por aqui tá dura de viver compadre.

Se eu não cuidar dos meus pequenos amarrados a mim

O mundo dos incautos assassinos e ladrões podem roubá-los

Entregá-los aos labirintos sem saída das drogas

Por ser sabido que quando lá estiver e viciado e estragados

A saída ser uma porta que nem arrombada se abrirá.

As possibilidades de futuro serão roubadas

E logo o cidadão será levado com ela para as raias do impiedoso crime.

Esses inimigos merecem ser vistos como os mais mortais de todos

Só assim será trazida de volta a esperança

De se ter uma sociedade menos desajustada

Com cidadãos prontos para seguir o rumo da sua própria história

Sem tropeçar nas aventuras que lhes roubam de ser cidadãos

Com jeito e direito de escolha.

Pelo jeito

Muito ainda tenho que viver acorrentado às argolas que puxam e repuxam minhas carnes.

Sem elas segurando  quem saiu do meu DNA

Não encontrarei a liberdade dos sonhos para viajar em busca de um mundo melhor.

Para tanto

Sei que tenho que achar força para seguir adiante

Gastando energia e tentando ganhar mais

Para me alimentar de energia que repasso aos meus

Que com o tempo terão que fazer o mesmo.

Assim seguiremos com o mundo girando

E nós produzindo o necessário

Para manter-nos de pé diante às adversidades

Da tão propagada modernidade que desconchava a vontade de seguir de muitos irmãos.



Escrito por ZéSarmento às 10h34
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PROSIA XVII

Sei que estou encadeado levando comigo acorrentado

O que saiu de minhas carnes/sangue que sangra intermitente

E jorra empastando o chão em que pisamos.

Logo me acho rejuvenescido e novo para nova aurora

Mesmo passando pelo perjúrio de ser tudo isso que apresento

Por saber que outros se encontraram após longas derrotas 

Renascendo como assim ocorrera a Prometeu

Por ter roubado o fogo dos deuses e tê-lo dado aos homens.

O meu fogo energia doa aos meus filhos

Que são ainda nanicos e não sabem se virar sozinhos.

A violência anda solta pelas partes daqui

Deste pedaço de chão que não quer ver no homem

Uma saída para a beleza que se diz essencial.

Tenho que cumprir minha sina

Para tanto entrarei nela até perder a ultima gota de sangue

Para dar energia aos pequenos que não sabem como é o mundo lá fora

Mas que gira como eu procurando nova aurora para se alumiar de luz menos opaca

E se cobrir dela mais colorida.

Como Prometeu estarei preso a mim mesmo e aos meus

Pelas correntes que nos aprisionam pelas argolas presas às minhas carnes

Que também se renovam quando recebem sopro de nova esperança.

Será que valeu a pena pagar este preço de ser acorrentando

E ficar girando em busca do sustento

Só pelo fato de ter feito diversas crias

E ter como obrigação não abandoná-los?

Sei que doar minha energia é necessário

Para que encontrem o sustento.

Um dia espero à sombra de uma árvore ser feliz

Vendo os filhos de minha descendência

Ganhar seus caminhos e viver como os pássaros

Livres das amarras da infância e juventude necessária

Para que outros desafortunados filhos assassinos não tentem destruí-los em vão.



Escrito por ZéSarmento às 10h30
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