Blog de ZéSarmento


 

 

PROSIA XV

Lapidar-me-ei como metal mais puro

Para suportar essas argolas enfiadas  no meu couro indo até os ossos

Moendo uns

Só atritando outros.

Sou responsável por sustentar muitos no meu entorno.

Precisam que eu me vire e revire num girar contínuo para dar-lhes energia.

Sem o meu circular constante

Estarão a mercê do desengano

Pela falta de maturidade.

É assim que tem que ser numa sociedade

Que ainda não sabe se virar sozinha

E nem sei se um dia saberá

Por fazer parte de mim através dessas correntes e argolas

Que puxam minhas carnes uma hora

Noutra recolhe.

Um responsável há de ter para dar-lhe direção.

Essa direção vem das amarras que me liga a todos pelo meu DNA.

Sou o protetor de indefesos

Por ser tão forte e robusto e segurá-los sem reclamar do sufoco que me dão

Girando no meu entorno.

Os espreito para não fugirem para longe.

Quando isso ocorre

Puxo as corrente que os sustem

Que lhes servem de cárcere

E voltam a consumir minha energia bem mais que os outros

Por ser alguém que gastou bem mais a sua por se retirar para mais longe

E tentar se virar sozinho.

Nossos dias no tempo são assim

E assim vamos levando sem reclamos

Só dessa forma estaremos todos juntos em busca de novo amanhecer.

 

 



Escrito por ZéSarmento às 11h44
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PROSIA XIV

Minhas argolas e correntes  são ações do melhor aço

 Que sustenta outros corpos de mesmo aço

Forjado sob a pressão de composição de milhares de anos.

Aço que se retirado de minhas carnes

Perderá importância

Por ser eu e ele o suporte para girar dando sobrevida a quem a mim pertence

Se por qualquer questão vier desse forte corpo precisar.

Sou aço sem combinação de qualquer outra matéria

Purificado e de pureza inexpugnável.

Assim como o meu corpo rodopia ininterrupto

Para o fim de produzir sustentabilidade

E para o fim de dar vida aos corpos que ainda não ganharam da existência resistência

Capaz de lhes dar segurança e seguir seu curso sozinho

Sou o aço que os sustem girando em torno de mim

Seguro pelo aço da existência eterna.

Cada um que nascer 

Filho desse aço forjado na melhor lava de sangue

Que corre do meu corpo explorado infinitamente

Será um titânico corpo que não se desencorajará

Nos momentos em que o monstro mostrar as garras.

Assombro que será destruído com a ajuda de todos que se somarão

Para formar um conjunto uniforme para ver o inimigo ao chão.

Só assim os filhos desse aço enfiado em mim arrancando do meu corpo as piores dores

Serão  reverenciados como o senhor de todos os tempos

Por se compor da dádiva de não se entregar ao vão da derrota.

Desse aço foi feito e será refeito quem a eu pertencer

 E entender que deve seguir em frente

Sem esbarrar nos acontecimentos que amortecem as mentes impuras.

 



Escrito por ZéSarmento às 11h43
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PROSIA XIII

Num tempo ou noutro posso me desfazer de tudo

Mas sei que é uma liberdade ilusória

De  passagem.

Tento rever no  fundo da alma

Passagens de um passado distante

Que se torna meu amigo bem próximo

Arrasando meu corpo ao puxar mais as correntes.

Mas tudo não passa de  Ilusão que se forma para sempre

Dentro deste corpo em movimento

Em busca do repouso suave dos meus coirmãos.

Tudo não passa de ilusão alimentada pela fé

De quem ainda não perdeu a esperança de fazer coisas acontecerem

De modo a melhorar o aparato da sensibilidade

Que é ser um “quase humano” preso ao sistema

Que infinitamente

Não existe para pôr os olhos

E olhar mais adiante

Como se fora verdade tudo que existe ao derredor do meu corpo.

Alimento o fetiche de um dia parar para ensinar a quem não respeita os pros e os contras

E dar uma lição a quem se faz de arrogante

A quem não consegue  harmonia de convivência em sociedade 

Isto que suscita em harmonia para todos.

Girando sem parar

Estarei também me perdendo de pensar o quanto é ruim está se gastando

Com essas ferramentas de pensamentos que não levam a nada.

Poderia dizer que quem pensa cria

Mas nesse caso estou gastando o que tenho como reserva de inteligência

Para pensar o nada.

O nada me sufoca

Mas é ele que uma vez ou outra

Quer dominar à lógica que tenho que seguir.

Dando vida e recebendo

Só assim estarei apto a ser o pai e a mãe de quem precisa de um porto seguro

Para ancorar suas realizações e frustrações.

 



Escrito por ZéSarmento às 11h40
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