Blog de ZéSarmento


 

 

PROSIA IX

Sou o todo poderoso sem muito poder de demanda

Que sustenta os outros que se dizem menores

Mas que não são.

São menores de dimensão

Mas muito importantes para que eu sobreviva

E passe a frente à necessidade de todos em conjunto encontrar eficácia

Também como eu encontro nessa circulação

Que não me retrai nem me deixa abrandar.

Preciso seguir circulando para não esvaecer.

Se por acaso isso ocorrer

Estaremos todos entrando numa rota de colisão

Então será o fim de um corpo como eu

Que tem tanta força e vontade de ajudar aos demais que sei que precisam de mim.

Sei que sou um gigante dono dessa força capaz de ajudar a quem precisa

Mas para isso

Preciso cobrar que os outros também se entreguem e se movimentem

E saibam que sou preciso trabalhar bem mais que eles

Para fazê-los viver recebendo energia que eu produzo

Através dos tempos sem parar

Mas que não a quero oferecer de graça.



Escrito por ZéSarmento às 21h36
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PROSIA VIII

Se eu parar

Pára todos outros movimentos e

Os outros parando

Estarão se chocando no desentendimento.

Ao se chocarem

Produzirão uma onda de energia suficiente para explodir  todos os outros módulos

Que circula junto ao meu corpo

Que se movimenta puxando quem precisa de mim

Para também se movimentar e

Circular num continuo atuar para sobreviver e fazer sobreviver aos outros.

No circular contínuo

Estarão gastando energia e ao mesmo tempo produzindo.

Esse movimento moto-perpétuo me faz eternizado no espaço sem interrupção

Passando aos demais corpos

Que estão agarrados e presos a mim

Pelas correntes que não se partem e não se afrouxam.

Se isto ocorrer

Será o fim da produção de energia e gasto total dela.

Sem renovação dessa energia

Não se alcança estágios capazes de fazer os corpos entenderem

Que cada um deve fazer sua parte

Para que o todo desse meu universo funcione

Sem promessa de que tudo não passe de um circuito interligado

Mas sem inteligência

Só amparado na capacidade de se ajudarem mutuamente

Para seguir rumo aos anos vividos que me faz circular sem esmorecer.

 

 



Escrito por ZéSarmento às 11h56
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PROSIA VII

Que prazer de viver terá esse corpo em movimento contínuo

Alimentado pelo lixo produzido pela industrialização de massa

Que suja de imundícies e desestabiliza-me dos  víeis

Que se quer como meta para melhorar a vida dos outros corpos

 Agarrados ao meu

Pelas correntes e argolas que me puxam as carnes?

Um dia sucumbirei

Se arestas não forem aparadas para regulamentar

O quanto posso suportar e me renovar com o tempo que não me espera parar.

Como sei que o tempo não espera ninguém

Se eu e os MEUS não acordarmos para a vida

Seremos tragados e triturados pela máquina de produzir ilusão.

A ilusão é  uma montanha difícil de transpor

Justamente por isso a dificuldade em escalá-la será mais difícil

Pelo limbo deslizante que o inimigo produz

Não nos deixar escalá-la.

 

 



Escrito por ZéSarmento às 11h53
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