Blog de ZéSarmento


PROSIA V

Viver para mim no hoje

É estar acorrentado ao sucumbir dos pensamentos e movimentos do senhor do menosprezo

Que é um  perseguidor implacável da discriminação.

Viver no hoje

É não ter massa antiaderente  para repelir os corpos que se sustentam sobre as argolas

Que me rompem  as carnes e se contorcem

Puxando o couro ensanguetado de mim.

Meu corpo quer repouso

Mas isso não

Para tanto teria que ser recriado com outra forma e fórmula

Outra mentalidade

Outra cultura sem ser a da massa que castiga 

E enverga a vergonha de ter nascido  dum corpo menos sólido que os demais.

Os demais que nos nocauteiam sem dor

Não querem saber por onde começar se dá melhor

Querem a sua sobrevivência

Mesmo sem saber respeitar os limites dos outros corpos.



Escrito por ZéSarmento às 21h46
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PROSIA IV

Girando num giro ininterrupto

Recebendo energia de quem possa doar sem precisar no futuro cobrar

Esses corpos permanecerão vivos e elásticos

Produzindo potência necessária para a sobrevivência do sistema

Que seguramente

Sem alimentação continuada

Deixará de existir

Para tanto é preciso que cada um faça sua parte.

Se parar a energia de produzir novas rotas

Todo sistema ao redor desse grande corpo que sou eu

Amarrado pelas correntes que lhe sustentam

Girando sempre no mesmo eixo numa rota sem colisão

Não viverão em harmônio.

Sem o meu corpo sangrando energia de que os outros precisam

Girando procurando espaço livre 

E mais energia para continuar girando

Os outros corpos se dissiparão

E se perderão pelo cosmo da insegurança

Pela falta de segurança que tem quem precisa do meu corpo em movimento para se sustentar.

                                                       



Escrito por ZéSarmento às 21h43
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PROSIA III

Meu corpo

Fazendo rodopiar o cilindro sustentado pelo eixo central

Que equilibra a base sólida do espaço que movimenta para além da consciência humana

Poderá chegar um dia a não suportar tamanha carga

E precisará de energia sobressalente.

Mas de onde virá essa outra energia

Se sou o produtor de toda energia necessária a sobrevivência

De quem está no entorno de mim?

Sem ela deixará de existir todo movimento

Que dá vida aos corpos que giram em torno  do trono de mim

Amarrados por cabos de aço uns

Presos nas argolas presas nas minhas carnes por correntes outros.

Se esse corpo

Que é o centro do  sustentar de todo meu universo parar  

Eu deixo de movimentar

Então o caos começará a se instalar aos outros pontos importantes

Que fazem os lares menores

Mas solidários

Permanecerem vivos.

 



Escrito por ZéSarmento às 21h08
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PROSIA II

Engaiolados e pendurados sob o pêndulo da esperança

Todos andam

Mas esse pêndulo só balança para ir de encontro a poucos

Que conseguem se desaquietar do estado de letargia em que a maioria vive.

Nesse corpo há espaço para todos se amarrarem e rodopiar

Num volátil movimento de abrigo que sustenta toda energia necessária

Para o meu universo produzir  energia imprescindível

Para os corpos  (filhos) se perpetuarem no infinito do entorno de mim. 

Energia vital

Inconfundível

Obrigatória

Para fazê-los permanecer em movimento

Sustentando o pacto que é ser cidadão com consciência de ser preso do sistema

Que  circula pelo poder da energia produzida pelo seu próprio corpo.

 



Escrito por ZéSarmento às 12h43
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