PROSIA XVII Sei que estou encadeado levando comigo acorrentado O que saiu de minhas carnes/sangue que sangra intermitente E jorra empastando o chão em que pisamos. Logo me acho rejuvenescido e novo para nova aurora Mesmo passando pelo perjúrio de ser tudo isso que apresento Por saber que outros se encontraram após longas derrotas Renascendo como assim ocorrera a Prometeu Por ter roubado o fogo dos deuses e tê-lo dado aos homens. O meu fogo energia doa aos meus filhos Que são ainda nanicos e não sabem se virar sozinhos. A violência anda solta pelas partes daqui Deste pedaço de chão que não quer ver no homem Uma saída para a beleza que se diz essencial. Tenho que cumprir minha sina Para tanto entrarei nela até perder a ultima gota de sangue Para dar energia aos pequenos que não sabem como é o mundo lá fora Mas que gira como eu procurando nova aurora para se alumiar de luz menos opaca E se cobrir dela mais colorida. Como Prometeu estarei preso a mim mesmo e aos meus Pelas correntes que nos aprisionam pelas argolas presas às minhas carnes Que também se renovam quando recebem sopro de nova esperança. Será que valeu a pena pagar este preço de ser acorrentando E ficar girando em busca do sustento Só pelo fato de ter feito diversas crias E ter como obrigação não abandoná-los? Sei que doar minha energia é necessário Para que encontrem o sustento. Um dia espero à sombra de uma árvore ser feliz Vendo os filhos de minha descendência Ganhar seus caminhos e viver como os pássaros Livres das amarras da infância e juventude necessária Para que outros desafortunados filhos assassinos não tentem destruí-los em vão.
Escrito por ZéSarmento às 10h30
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